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Mulher por trás do Baralho do Crime divulga os bandidos mais procurados do estado

Salvador, 02/06/2014

cartomantebaralho

Ela é quem dá as cartas deste baralho, mas nada de adivinhação – a escolha é com critérios bem objetivos

Não chega a ser uma tenda cigana, mas o lugar é cercado de mistérios. Quem passa pela rua mal sabe o que acontece ali dentro. Somente os que marcam horário são prontamente anunciados na portaria. “Aguarde um minuto que dona Dayse vai atende-lo”, diz uma funcionária.

A mulher, então, vem receber o visitante. Usa óculos, um anel de pedra azul e unhas prateadas. A “consulta” ocorre em uma saleta no 1º andar. “Sente-se, meu filho”, diz ela, uma senhora simpática, que, ao iniciar a conversa, logo dispõe o jogo de cartas sobre a mesa.

Diferente do que parece, Dayse Oliveira, 62 anos, pode ser tudo, menos uma vidente. Em vez de adivinhações, confia em dados precisos. Em vez de futurologia, pesquisa diariamente o passado e o presente de gente perigosa. No máximo, dona Dayse é uma cartomante da bandidagem.

É ela a responsável por organizar o chamado Baralho do Crime, criado em 2011 pela Secretaria da Segurança Pública (SSP). Ferramenta utilizada para localizar fugitivos de alta periculosidade, não por acaso fica a cargo da Superintendência de Inteligência (SI).

Critério

Funcionária do SI há dez anos, Dayse escolhe as cartas que vão compor o jogo com quatro naipes e 52 peças diferentes. Mas, definitivamente, não faz isso sozinha ou de forma aleatória. “Esse é o tipo de baralho que não se pode misturar as cartas”, observa. Ou seja, não é qualquer valete ou dama que vai fazer parte do baralho.

A busca pelos critérios que vão determinar uma nova carta é incessante. A primeira decisão é não colocar meramente suspeitos. Entram no jogo apenas reis da ilegalidade, como indiciados, alvos de inquéritos concluídos e mandados de prisão em aberto, além, claro, de condenados.

Cumprido um desses requisitos, é preciso seguir mais alguns passos. O primeiro é buscar informações com o delegado responsável pelas investigações, que disponibiliza histórico e fotos do bandido. Depois são levantados mandados de prisão na Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter) e confirmada a identificação no Departamento de Polícia Técnica (DPT). Aí resta conferir o andamento dos processos na Justiça e confirmar na Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) se o sujeito realmente não está preso.

“Já aconteceu de a gente preparar a carta e, na última etapa, descobrir que o sujeito estava no presídio”, admite Dayse. Sua função é justamente monitorar as 52 cartas do baralho. “E faço isso sem nenhum julgamento ético ou moral. Me baseio em informações. Meu objetivo é puramente ajudar a polícia a encontrar esses cidadãos”, destaca.

Desde que foi criado, há dois anos e meio, o baralho já passou por 52 trocas. Portanto, 52 ases da criminalidade foram presos ou morreram em confronto. “Claro que tiveram os casos de suspensão de mandados ou absolvições, mas são raros. Uma vez, por questão de cinco dias, não imprimimos uma carta de um sujeito que havia sido absolvido”.

Nem todas as cartas, no entanto, foram trocadas. Luan Barreto Almeida, o 5 de Espadas, por exemplo, está lá desde a criação do baralho, em 2011. Ele atua em Alagoinhas.

Naipes

Mas, como classificar a periculosidade de determinado fugitivo? “Isso é discutido com os delegados e com meus superiores. É claro que um homicídio é mais grave que dez roubos, por exemplo. Traçamos os perfis de cada carta e chegamos a um denominador comum. Às vezes, a gente leva uma semana para traçar o perfil de um indivíduo”, explica.

Se abrir vaga no baralho, no caso de uma prisão ou morte, basta cavar uma carta na longa lista de criminosos. “Estou sempre recebendo ligações de delegados, de policiais e até de juízes para incluir alguém”, conta. Houve casos em que se abriu várias vagas de vez, uma canastra de bandidos presos. “A polícia capturou três ou quatro do baralho. Um dia para comemorar”, avalia.

Buracos

Entrar para o Baralho do Crime significa ter seu rosto exposto todos os dias para milhares de internautas que acessam o site do Disque Denúncia. É por isso que alguns ficam com receio de serem jogados no buraco. “Tivemos três casos de foragidos, que, ao serem colocados no baralho, se entregaram à polícia. Estavam com medo de morrer”, conta dona Dayse.

Apesar de alguns questionamentos por conta da exposição, o Baralho do Crime virou referência. “Na Inglaterra e EUA eles colocam imagens de suspeitos em outdoors. A gente ainda toma todas as precauções possíveis. Só colocamos bandidos perigosos”, argumenta.

“Recebo visitas de delegados e agentes federais de todo o país. Já recebi o FBI aqui. Nosso trabalho é muito sério e a eficácia é comprovada”, garante.

Dona Dayse não é policial e muito menos delegada. Formada em relações públicas, não é advinha ou tem bola cristal. Não devolve o amor de ninguém em uma semana, mas está convicta de que ajuda a tornar a sociedade mais justa e pacífica.

Caráter lúdico é chave do sucesso do Baralho do Crime para a polícia

O homem que inventou o Baralho do Crime, o secretário da Segurança Pública Maurício Barbosa é, claro, entusiasta do projeto. Ele admite que a ideia não é tão original assim. Inspirou-se em um modelo americano.

“O Baralho do Crime foi lançado para que a população pudesse ajudar as forças de segurança com informações sobre criminosos procurados. Criamos o jogo de memorização inspirado numa iniciativa do Exército americano e, assim, temos um mecanismo importante, lúdico e com resultados positivos”, diz o secretário.

“Mas nosso baralho é muito mais completo que o americano. Enquanto eles criaram um jogo com algumas cartas, sem naipes, nós lançamos um baralho completo, com todas as cartas conhecidas popularmente”, explica dona Dayse. A parceria com alguns delegados é fundamental. O diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Jorge Figueiredo, é um dos mais beneficiados com a ferramenta.

“O baralho tem trazido muitos resultados positivos para todos os departamentos. Nós, especialmente, prendemos alguns homicidas depois que seus rostos foram parar no jogo”, ressalta. O próprio superintendente de inteligência, Rogério Magno Medeiros, atribui ao caráter lúdico a eficácia do baralho. “As cartas e seus significados são bem populares. Por isso o sucesso do projeto”.

Baralho hoje só existe online, no site do Disque Denúncia

Apesar das cartas impressas que coloca sobre a mesa, atualmente, Dayse Oliveira, que administra o baralho e suas cartas, conta apenas com a ferramenta virtual para ajudar a localizar os bandidos, uma vez que hoje ele só existe no site do Disque Denúncia e não é mais impresso.

O Baralho do Crime é apenas uma das ferramentas do Disque Denúncia. Com seções como Procurados, Desaparecidos e o próprio baralho, o site já tem mais de 21 milhões de acessos acumulados desde 2005. Pelo telefone também é possível fazer uma denúncia.  Na capital, através do 3235-0000 e no interior pelo 181.

Fonte: Correio da Bahia

Matéria publicada originalmente 12.03.2014

Polícia procura 8 assaltantes que levaram cofre da Cesta do Povo

Salvador, 02/06/2014

A polícia ainda está em busca dos assaltantes que arrombaram um caixa eletrônico na madrugada desta segunda-feira, em Salvador. De acordo com informações policiais, cerca de oito homens praticaram o assalto. O grupo chegou em um veículo da cor prata e destruiu o caixa eletrônico  instalado na Cesta do Povo, no Vale do Ogunjá, levando o cofre. O valor roubado não foi divulgado.

De acordo com informações, todos os homens estavam bem armados e renderam os seguranças de plantão. Não foi utilizada dinamite. Para apanhar o cofre eles abriram o equipamento com maçarico.
Em apenas seis dias, pelo menos quatro equipamentos foram danificados em Salvador.  Na quarta-feira passada, os ladrões roubaram dinheiro de dois caixas eletrônicos instalado em um shopping Center no bairro do Cabula. No sábado, uma agência bancária, no bairro de Fazenda Grande do Retiro, foi invadida e teve seu caixa eletrônico explodido.

Assalto em Cocos

Na fronteira da Bahia com Minas Gerais, um grupo assaltou dois bancos, ontem, no final da manhã. De acordo coma informações de policiais locais, cerca de dez homens chegaram ainda pela madrugada na cidade de Cocos. Na fuga, a quadrilha fez reféns e uma pessoa foi baleada.

De acordo com a delegada de Cocos, Luzmaia Cecília de Souza e Silva, o caso aconteceu por volta de 11h30.
Testemunhas contaram aos policiais que o grupo teria chegado à cidade com um carro modelo Eco Sport branco e outro veículo roubado na zona rural da cidade. Ainda na cidade, os assaltantes teriam roubado uma Hilux preta.

Em menos de uma hora a quadrilha assaltou o Banco do Brasil e o Bradesco, que têm agências próximas.
Houve vários disparos durante a ação e uma bala perdida atingiu uma pessoa, que foi encaminhada para hospital em Barreiras. Policiais informaram que não houve confronto e os disparos seriam como forma de intimidar a população que ficou em pânico.

Os criminosos fizeram reféns durante a fuga. O grupo retido foi liberado assim que os assaltantes deixaram a cidade. O carro Eco Sport foi abandonado em chamas na zona rural de Cocos. A Hilux Preta foi utilizada para a continuidade da fuga.  O Banco do Brasil de Cocos já havia sido assaltado em 2007, quando os dois suspeitos foram mortos após o assalto, em confronto com a polícia.

Quem tiver alguma informação pode denunciar através dos telefones do Disque Denúncia Bahia, 3235-0000 para Salvador e Região Metropolitana, ou 181 interior da Bahia. Não precisa se indentificar.

Fonte: Tribuna da Bahia

Matéria publicada originalmente 10.03.2014

Carnaval fecha com 28% de redução das ocorrências

Salvador, 02/06/2014

Menos homicídios, menos lesões corporais, decorrentes de brigas e menos furtos no Carnaval de Salvador de 2014, que resultou na diminuição em 28% das ocorrências policiais, tendo sido registrados este ano 828 delitos, contra 1.150 em 2013. O segredo que explica a redução desses índices, numa comparação com a festa do ano passado, foi o aumento da produtividade policial em 29%.

Falando dos principais registros, nos crimes contra a vida, no carnaval desse ano um homicídio doloso foi computado, caso que aconteceu no circuito Osmar (Centro), contra duas mortes na festa de 2013, resultando na diminuição em 50%. As tentativas de homicídio, por sua vez, tiveram decréscimo de 75%. Em 2014 a polícia registrou um caso, ocorrido também no circuito Osmar, contra três flagrantes no ano anterior. O tópico lesão corporal seguida de morte teve redução de 100%. Não houve caso na festa momesca deste ano e em 2013 foi registrada uma ocorrência dessa natureza.

As lesões corporais graves e leves, provenientes de brigas e rixas, diminuíram em 22,7%. Foram 170 ocorrências este ano contra 220 em 2013. No que diz respeito aos crimes contra o patrimônio os índices também foram positivos para a polícia. A redução entre furtos e roubos foi de 28,9%. O primeiro registrou um total de 561 casos neste ano contra 829 ocorrências em 2013. Já os roubos se mantiveram estáveis com um pequeno crescimento de 1,1%. Foram 95 casos em 2014 e 94 no ano passado.

Efetivo e tecnologia

Nos circuitos da folia mais de 24 mil policiais fizeram a segurança do folião, colocando em prática todos os anos de experiência em outras festas populares baianas. No Cige, localizado no Parque Tecnológico (Avenida Paralela), um espaço com estrutura moderna e equipamentos de última geração, 60 profissionais de forças de segurança federal, estadual e municipal trabalharam 24 horas por dia, monitoravam todo o carnaval.

Além do acompanhamento no local, feito normalmente pelos policiais, 150 “olhos artificiais”, câmeras espalhadas pelos circuitos, auxiliaram o trabalho, permitindo maior visibilidade e identificação de quem tentou fazer mal à maioria dos foliões que curtiu a festa em paz.

Outras estruturas também foram agregadas ao trabalho da segurança pública no carnaval, como os Centros Integrados de Comando e Controle Móveis (uma carreta com câmeras e central de monitoramento). Uma ficou estacionada no circuito Dodô (Barra – Ondina) e outra no Terreiro de Jesus, gerando imagens e auxiliando o trabalho do centro fixo, agilizando a adoção de providências, como o acionamento de patrulhas e ambulâncias. O Imageador aéreo, equipamento instalado em um dos helicópteros do Grupamento Aéreo da Polícia Militar, gerou imagens aéreas, em tempo real, aperfeiçoando ainda mais o trabalho do efetivo que estava em solo.

Prevenção

Outra ação que colaborou com o sucesso do trabalho policial foi a operação Folia e Paz. Com o objetivo de garantir a tranquilidade dos foliões na volta pra casa, a Polícia Militar realizou por mais um ano a operação Folia e Paz com abordagens a ônibus, automóveis, motocicletas e transeuntes em comportamentos suspeitos.

Os acessos aos circuitos também foram alvos desse tipo de ação preventiva. Vinte e três pórticos de abordagem foram montados, sendo dez na área do Dodô (Barra/Ondina), sete no Osmar (Campo Grande) e quatro nos arredores do Batatinha (Centro Histórico). As revistas foram feitas por patrulhas que contavam com guarnições de cinco a oito policiais, cada.

Fonte: Secretaria da Segurnaça Pública (SSP-BA)

Matéria publicada originalmente 05.03.2014


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